domingo, 3 de novembro de 2013

HERACLÍTICO: HERACLÍ´TICO FERREIRA GULLAR! - wikcionario


Ficheiro:Cistrum ou Citola.JPG

O incompleto não existe
é meio
do caminho
metade
do caminhante
e da meta
do caminhão
em declive ou aclive.
( O caminho
é o próprio caminheiro,
o andejo,
mas não o adejo
da mariposa sem pejo
que vejo viajor).

O completo existe
E é o ser
em forma e pharma
vinculado ao amor
que une com sua cola
as partes incompletas
e inconclusas
num todo completo
complexo.
Complexão
que cobra
a cobra
de cabo a rabo:
ofídio anelado).

Dentro e fora do verbo
in verbis e logos
a completude
e a incompletude
urde trama
na imobilidade do ser
e não-ser
ou na volúpia por movimento
expresso no princípio
do pensamento heraclítico
bem como na superação dialética
retesada pelo pensar aristotélico
que tira e atira a flecha de Zeno, o eleata,
- do arco em paradoxo vergado
pronto e apto a alvejar a aporia
afiada na filosofia de Zenão de Eléia
a denegar o movimento.
( Heraclítico : heraclítico é 
Ferreira Gullar, poeta filosófico,
no "Poema Sujo,"
no qual pergunta por tudo
e nada firma e afirma
nem denega ao ser
nem ao não-ser dos eleatas,
mas vinca a água
do vir-a-ser
que perpassa rio, barca e barqueiro...
- vinca-a com quesitos
à montante e à jusante 
do rio que encontra o filósofo Aristóteles
a meditar na obra de Rodin...)

O cão é completo
mas ganha outro estofo de completude
ao se unir
na complexidade conexa
da cópula
do macho e da fêmea :
cão maior e cão menor
no céu mentor de luz
acasalados.

Canis Majoris e Canis Minoris
no arco dado abobadado do céu
cava uma cova
que é uma veia cava
e um veio de ouro
- ouro de não tolo
ouro de sábio
ouro de vida
com vida
que deixa quedar semente
ao inspirar e expirar
no oboé
em boca que é
para oboé
enunciar solenemente
o princípio
e o príncipe
bem-nascido menino
nos Jardins da Hespérides
que respira e alimenta o fogo
em usina existente na planta da vida
da engenharia e arquitetura
dos gênios telúricos
que habitam os verdes na clorofila,
leito, leite e mel da vida
que, todavia, também
enterra no ventre da terra
para a morte
e o renascimento
o animal e o inseto
cuja planta da vida
feneceu no androceu e gineceu
do vegetal sistema de inteligência vital
do animal e da planta
pois este é seu
meio de vida
em meio ao ambiente,
no abraço acolhedor do bioma
que nos ama
tal e qual mãe e amada.

A semente é porção,
poção, princípio do jângal;
metade do caminho
na bifurcação que leva
do vegetal ao animal :
flexão de bem e mal
se há tal e qual
apartado da doutrina de Maniqueu;
coito de gineceu e androceu,
acasalamento de macho e fêmea no cio,
amor apaixonado
- de homem trovador
e mulher encantada
a ouvir  suas cantigas de amor
ao som do alaúde ou cistre(cistre!).
Cítola.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PERFUNCTÓRIO(PERFUNCTÓRIO!) - terminologia nomenclatura



Mirando o retrato de minha mãe na puberdade
observo e sinto
que em seus olhos
eu já olhava extasiado para o mundo:
o mundo azul da Terra verde.
Eu já estava ali no universo
presente na metade do corpo dela,
pretérito no meu tempo de ser em carnação;
mas estava, naquele tempo,
antes de ser sequer rasto de feto,
pacto de óvulo e espermatozóide:
a meio-olho, ao meio-dia, meio-tijolo :
algo meã, a meio caminho do caminhante,
a um tiro de caminhão,
caminhando, em jornada,
jornaleiro à jorna pago.
( Mas mais bela  ao verdejar era a alga
marinha em seu seu verdor
composta em doce glicose,
a um passo de dança da compota
e dois passos da melodia do violinista verde de Chagall,
que colhia o verde do meu pai,
que quando bêbado esverdeava,
descendo o verde dos olhos à tez...
Porém,  perfunctório(perfunctório!) o mundo
em atos de governos virulentos e violentos
que invocam uma epifania de  Black Blocs
para espatifar vidraças
de instituições vestidas para o crime
permitido em lei capitalista,
comunista ou oriundas de repúblicas réprobas,
porém por demais democratas ou socialistas:
todas comprometidas com a corrupção
dos homens que as dirigem
e vêm a dirimir as querelas da justiça
consubstanciadas por ladrões e sicários
que empregam doutos
a serviço do direito e da ciência,
militares e milicianos a serviço mercenário
das forças armadas,
as quais defendem as debilidades políticas,
sociais e econômicas de um sistema
aberto para poucos sócios
e proibidos para todos os insolventes, inadimplentes.

Em posse da minha metade
naqueles olhos negros
de minha mãe
vi, via,  a metade da minha verdade,
meia realidade,
a meio-olho ou um olho ciclópico,
não com ou à meia luz,
mas com luz integral,
( ou vagalumesca na vaga do vagalume :vago lume)
se não fosse treva
de três trevas (tri-trevas)
ou trevo de quatro folhas
desverdeado pelas trevas tríplices
o que cavava o espaço do momento
antes do lusco-fusco
anunciar com anjo
não uma criança bem-nascida,
mas sim uma mulher na noite
pintada, sinalizada, por Joan Miró
em seu tratado pictocráfico
de príncipe-menino e princesa-noturna.
( A outra metade do meu olhar
estava nos olhos do meu pai
que via o outro lado do mundo
com outros hormônios,
outro ego e corpo meu apartado ao meio
a fio de espada do tempo
que ainda não era
na minha Era de Aquário,
signo de Virgem
nas constelações do zoodíaco
que deita de-noite
e dorme de-dia
e acorda na madrugada do acordo
com a corda ou seno
para trigonometria, alaúde, patíbulo
ou amarra de peças ou pessoas
em leva de prisioneiros
com séquito de soldados que marcham
com a cabeça no papel da lei
para cavaleiros lendários sem  cabeça
à frente da caleça,
coração ao meio,
partido.

Quando se juntaram,
unindo-se em mãe e pai,
as metades antes dispersas neles,
pelos medos e persas
caminhantes caminheiros
dos caminhos e descaminhos dos caminhões,
ocorreu a unidade daquelas metades
em uma verdade, uma realidade
e então se fez a luz a vagalume,
criou-se os céus e a terra,
as pedras e os petréis,
as ervas, heras, árvores e as lianas,
reptéis, anfíbios, mamíferos, peixes e aves,
tal qual  as vejo, sinto, penso
e ponho feito ser
junto ao fungo,
planta em que ponho o chapéu
e tiro tirocínio do céu
do petrel e outras procelárias,
bobos com suas almas-de-mestre
voejando em calmaria na procela
que fustiga com fúria
e faz balançar perigosamente
o maior dos transatlânticos.

Desse encontro
de amora que se enamora
nasceu minha cosmosvisão,
minha verdade e realidade
-  nasceu o que sou eu,
parte de mãe, parte de pai,
quando apartados,
e junção deles, empós o amor,
que acordou vencido pela barra da alva,
vencedor na flor de laranjeira, aromática,
no mundo que me não  leu,
nem sequer soletrou solerte
e me  não subverteu
na sua ginástica de exegetas e hermeneutas
das ilhas Aleutas,
nem no prazer inenarrável de ouvir alaúde
ou o terror pânico de ver o ataúde
que se dispõe a receber
o corpo do morto,
que é outro ataúde
de onde a alma e o espírito empreenderam fuga
na tocada e fuga singela do alaúde
com aletas na alma de Bach.

Mãe acaba de perder um corpo;
todavia continua com oito corpos de filhos
e outros tantos de netos, bisneto, tataranetos
que virão na viração :
mãe continua com chance de eternidade,
mirando o mundo dos meus olhos,
ouvindo com meus ouvidos,
lendo os poetas românticos
na biblioteca de "Alexandria"
que eu trouxe para dentro da memória
onde há uma pinacoteca,
museus de ciência...
- e a fusão de dois corações
em um coração vigoroso
imperturbável, impassível  nas borrascas,
inabalável nas intempéries,
em calmaria de procelárias
sobrevoando a procela a bramar,
a bufar bafejando o Zéfiro dos foles,
da gaita-de-foles com fôlego,
do pulmão, pneu, pneuma, atma
que inspira fora do mundo,
que é por  dentro o ser humano,
um microcosmos apartado,
e expira no mundo,
o macrocosmos a rodear o corpo humano,
em forma de música, melodia, ritmo
em dedos com dados de geômetra,
harmonia na arritmia, contraponto...: ponto!
- Pronto contraponto!

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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PAÇO(PAÇO!) - verbete verbete

Cobra Urutu Cruzeiro
Sugiro a Deus,
se é que Ele continue a ser elencado
entre os seres,
- que reinvente, recreie-nos!, crie, recrie - o tempo,
modificando-o, inovando-o no ovo,

( ab ovo e - "abre ovo"! )...
- Sugiro!,  enquanto sujeito,
que o tempo não seja mais algo fixo,
porém um portal aonde possa passar o ser humano
- portal de entrada e saída
de um mundo que foi real
e continue sendo-o na senda,
na venda, no escambo, 
no amor que arrepia...
ao bel prazer de cada um
que vá e venha em revisita
a um tempo antigo que retorne ao cotidiano,

que vá  a pé, agora e hoje,  ao pretérito
e do passado ao hoje e agora
seja um passo
ao paço(paço!),
porém não enquanto e apenas 
as penas de uma memória nostálgica,
mas íntegro, completo, 
com todo o seu cosmos,
plexo, nexo, sua complexão e compleição,
a qual fornecia corpo e alma,

espaço e tempo,
para todos aqueles seres humanos
abrigados na casa daquele tempo
em que o templo, agora em pó,
a consonar com a profecia,
estava em pé com pedra calcando-o
e ao pé  do tempo

e da escadaria que corria ao templo
feita criança efusiva.

Templo no tempo, então,  em retorno pleno,
na categoria substância,
que sustem a tese de Aristóteles.
Templo no qual se ouvia recitar 
( e se pode ou poderá ouvir 
a qualquer instante)
o arcanjo e o serafim
em preces sem fim
- com récitas para três violinistas azuis-miosótis
e dois violinistas verdes-rãs,
com face no anfíbio,
no sátiro, no fauno...

 
Sugiro à divindade 

que eu possa visitar,
revisitar,
o tempo em que meu filho e minha filha
cabiam no espaço emoldurado 

das teias de teses que a aranha esqueceu de arranhar,
- teses, em tese!, de susbstância temporal
que os vestiam com tez de crianças
e eu com um capote de pai inexperiente,

pele incipiente...

Faço esta sugestão,

que é uma eufêmia,
ao Ancião dos Dias :
que eu possa retomar o caminho
( ou ir ao sapato!)
da casa paterna e materna
como quando eu era criança
e podia conviver com meu pai e minha mãe
naqueles tempos de antanho
com fogueira de São João a queimar
e estanho a espocar seu grito de lata
( o grito do estanho no quadro 'O Grito"
- de um Munch boquiaberto
entre a corrosão da ponte
e outras ligas metálicas
que não possuem o metal cassiterita,
de onde vem o óxido originário do estanho).

Liga metálica e não-metálica
de estanho com estranho!,
sugiro ao senhor Deus dos homens justos,
dos homens de bem,
dos virtuosos arrolados em Ética a Nicômaco,
da lavra do filósofo estagirita,
( quão presunçoso sou e solução na solução!
- que tudo apaga com rasto d'água)
que o tempo soprado no oboé da bolha
- como melodia da infância,
insuflada pela oboísta-criança,
crie, recrie, recreie com o universo-tempo
aonde possamos trafegar,
trafalgar, quiçá,
antes que o demônio no homem
tome pé sobre as cristas das ervas escarlates
derreadas no sangue derramado inutilmente
pelo punho-punhal em serviço nas aras,
porque ruim o ser humano é
e tão nocivo
que o santo
é sua pior forma de perversidade
-  hedionda!
( Hediondas suas ondas senoidais!
O que não é de onda!...
mas de loca
onde se esconde a louca moréia,
sob arrecifes, restingas:
escolhos que não  escolho
olho no olho,
dente no dente...dentina!).

Sujo sugiro ao deus dos totens e tabus,
dos caititus, das urutus , dos urubus,
porém não do que o arcabuz
busca
no rastilho da pólvora
- em polvorosa!
( Goza e glosa
a morte de um grande diabo
que está no mundo
e é o mundo no giramundo
e no redemoinho que enreda
o vento moenda na moenda
- dos glosadores!);
sugiro  no giro do redemoinho
d'água e vento,
ao deus do redemoinho,
ao velo velho do vento em espiral...
- a estes com dez denários, enfim,
sugiro, por mim e para fim,  esta hipótese :
que o que nos enfileira em leva de prisioneiros do mal
é o grande diabo que mata
quando nos esgueiramos sorrateiros na mata
ou nos protegemos ( e aos genes!)
sob a casamata com paliçada :
ele, o grande diabo,
dá-nos, aos dentes viperinos,
uma dose do mal
que nos envenena
e leva o próximo a morte tóxica :
hemotóxica, neurotóxica.


O estado de direito
ou sem direito : de fato, 
é o grande demônio
devorador de homens.
Não, Rousseau, o homem não é
de todo mal,
mas quando em   instituição
ou na forma coletiva,
ou seja : em sociedade corruptora, 
o estado é um diabo fora de controle,
que domina e embriaga seus pretensos controladores,
seus políticos e seus pensantes cientistas geopolíticos:
é a polícia que massacra indefesos,
enquanto corporação(corporação!)
ou corpo de monstro sanguinário,
o juiz que age pelo algoz,
o direito que aniquila as mentes
com seus embustes doutrinários
e seu doutos escravos e mendazes,
pois tudo o que é oficial é mendaz :
mente descaradamente tal qual, ou mais,
que a mais mendaz das marafonas.

O mundo é o grande diabo preto e branco
- em preto e branco crucificado no xadrez,
n'álma das crucíferas
cruzeiras no céu noctívago
e na cabeça da urutu
rastejante qual arroio de rocio 

marcadas por patas de rocim com veneno
- e cruzeiro benzido na testa
( essas urutus cruzeiras!
com o sinal da santa cruz
na terra da Vera Cruz))
sob as ervas daninhas
aninhadas na terra chã,
ao rés do chão,
por escabelo dos pés...
de Nossa Senhora,
a Virgem Imaculada
que pisa a cabeça da cobra
no céu radiante

Entre nós, a nos separar,
não a nos atar nuns anuns,
no meio do caminho do "pinhéu" onomatopaico do gavião,
a alguns passos dos sapatos,
a urutu nos guarda do nosso amor. 

Bothrops alternus no Rio Grande do Sul, no Brasil.
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domingo, 7 de julho de 2013

PRESBÍTEROS(PRESBÍTEROS!) - verbete wikcionário etimo

O amor é trágico
porque quanto mais se ama
maiores as probabilidades de se perder
o ente amado,
os seres amados.
Maior a probabilidade e mais iminente
a sensação de perda :
eminência na iminência
ameaça  a paixão do amor
criada pelos poetas-cavaleiros provençais
( o dito gaio,  gai saber,
gaia sabedoria,
álacre saber,
na visão do filósofo e filólogo Niezstche
que postulou este olhar
e o apresentou ao mundo
antes sem este olhar titânico,
incompleto em saber
pela falta que faz
um olhar inovador,
um olho-ciclope.
Quão gaia pode ser a sapiência!).

A paixão, "pathos" trágico
na filosofia do poeta-filósofo trágico
aos trapos não-trapistas dos monges trapistas,
contida na vida
- um círculo tão pequeno, a vida,
restrito ao âmbito da mariposa,
cupim fugidio
do dia (em corredeira de diodo!)
e da noite esguia
fria no mote da morte
quando poderia dopar o tempo
em cristal de eternidade
ou com eterno retorno
- eterno feminino
curva de anel dos Nibelungos
( Nós, corpos etéreos, em mito
 e em nozes (corpos de baile)
em sagas nórdicas:
sou insulado em ser
na carapaça da casca de noz,
na castanha, amêndoa, fruto).
 
'Stamos em plena guerra,
renhidas batalhas, feéricas fragatas...
efemérides com três tragédias
nas borboletas diletas
e uma peça satírica ( comédia supina?!)
à moda do teatro grego
que canta, chora e ri do bode
no drama cantado pelo poeta trágico
que celebra os místérios 
do caprídeo, evocativo do deus Pã, 
do Sátiro, Fauno...
dos seres naturais 
em coro na tragédia
que canta o mote da morte inelutável
e ri o riso da sátira,
evocando a libido.

Vírus me vira,
virão com o vibrião colérico
do microcosmos em microscopia no olhar aparelhado
que tudo vê corpuscularmente...
Cometa, um crime
premedita contra a vida
de qualquer encouraçado,
escaravelho, macróbio,
no cosmos, no macrocosmos...
( cometa, se leste, crina celeste
de este a oeste
este olho veste
na peste
negra de noite)
Ademais há hopis em hostes
que me são hostis...;
enfim,
o mote da morte
lança esguicho negro
na alma da vida :
a vida é maior que a morte,
vez que a morte
é apenas a pena
de uma mancha de anum,
no anuro da vida,
posto que nada
nem todas as penas
podem apagar a luz
que é o  amor na alma
- sol que se ilumina no ato de amar
até abrir as águas do mar 
vermelho
no coração cálido!
Cálice! que recebe
o sangue de Cristo
para a vida eterna
- que é o amor eterno
ainda em cada veto do neto!,
bisneto, tataraneto, abeto ("Abies alba")...
( A tragédia enunciada
na crista rubra do galo
sangra o anjo do povo gálico
na travessia do trágico
poeta que crucifica o povo
nas crucíferas em signos
que plantam livros sacrossantos
a verde ver daltônicos versos
vertidos no ar dos escafrandros).
 
Mas tudo começa com ela
a rainha que abre a janela
com o seu voo de mariposa
no piloto da chuva
- e faz santo o Papa João XXIII
e canoniza o Papa João Paulo II...
"Abies alba..."
da terra até aos céus alçados
em coníferas(coníferas!)
- esses prelados, 
presbíteros(presbíteros!)...
ajustados nos trajes trágicos da santidade, 
gesta teórica-jurídica-canônica
para engarçar-se, esgarçar-se com a sarça
contida na alva em barra
e flor dormindo em laranjeira
com frontão de marimbondos 
em preto e branco trajados.
Presbíteros himenópteros!

Pinabete.jpg icionário dicionario filosofico onomastico cientifico etimologico enciclopedico enciclopedia wikcionario wikdicionario glossario verbete terminologia cientifica nomenclatura binomial biografia vida obra pinacoteca lexico lexicografia etimo

SANTIDADE(SANTIDADE!) - verbete wikcionario etimo

O amor é trágico
porque quanto mais se ama
maiores as probabilidades de se perder
o ente amado,
os seres amados.
 
Maior a probabilidade e mais iminente
a sensação de perda :
eminência na iminência
ameaça  a paixão do amor
criada pelos poetas-cavaleiros provençais
( o dito gaio,  gai saber,
gaia sabedoria,
álacre saber,
na visão do filósofo e filólogo Niezstche
que postulou este olhar
e o apresentou ao mundo
antes sem este olhar titânico,
incompleto em saber
pela falta que faz
um olhar inovador,
um olho-ciclope.
Quão gaia pode ser a sapiência!).

A paixão, "pathos" trágico
na filosofia do poeta-filósofo trágico
aos trapos não-trapistas dos monges trapistas,
contida na vida
- um círculo tão pequeno, a vida,
restrito ao âmbito da mariposa,
cupim fugidio
do dia (em corredeira de diodo!)
e da noite esguia
fria no mote da morte
quando poderia dopar o tempo
em cristal de eternidade
ou com eterno retorno
- eterno feminino
curva de anel dos Nibelungos
( Nós, corpos etéreos, em mito
 e em nozes (corpos de baile)
em sagas nórdicas:
sou insulado em ser
na carapaça da casca de noz,
na castanha, amêndoa, fruto).
 
'Stamos em plena guerra,
renhidas batalhas, feéricas fragatas...
efemérides com três tragédias
nas borboletas diletas
e uma peça satírica ( comédia supina?!)
à moda do teatro grego
que canta, chora e ri do bode
no drama cantado pelo poeta trágico
que celebra os místérios 
do caprídeo, evocativo do deus Pã, 
do Sátiro, Fauno...
dos seres naturais 
em coro na tragédia
que canta o mote da morte inelutável
e ri o riso da sátira,
evocando a libido.

Vírus me vira,
virão com o vibrião colérico
do microcosmos em microscopia no olhar aparelhado
que tudo vê corpuscularmente...
Cometa, um crime
premedita contra a vida
de qualquer encouraçado,
escaravelho, macróbio,
no cosmos, no macrocosmos...
( cometa, se leste, crina celeste
de este a oeste
este olho veste
na peste
negra de noite)
Ademais há hopis em hostes
que me são hostis...;
enfim,
o mote da morte
lança esguicho negro
na alma da vida :
a vida é maior que a morte,
vez que a morte
é apenas a pena
de uma mancha de anum,
no anuro da vida,
posto que nada
nem todas as penas
podem apagar a luz
que é o  amor na alma
- sol que se ilumina no ato de amar
até abrir as águas do mar 
vermelho
no coração cálido!
Cálice! que recebe
o sangue de Cristo
para a vida eterna
- que é o amor eterno
ainda em cada veto do neto!,
bisneto, tataraneto, abeto ("Abies alba")...
( A tragédia enunciada
na crista rubra do galo
sangra o anjo do povo gálico
na travessia do trágico
poeta que crucifica o povo
nas crucíferas em signos
que plantam livros sacrossantos
a verde ver daltônicos versos
vertidos no ar dos escafrandros).
 
Mas tudo começa com ela
a rainha que abre a janela
com o seu voo de mariposa
no piloto da chuva
- e faz santo o Papa João XXIII
e canoniza o Papa João Paulo II...
"Abies alba..."
da terra até aos céus alçados
em coníferas(coníferas!)
- esses prelados, 
presbíteros...
ajustados nos trajes trágicos da santidade.

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sábado, 6 de julho de 2013

CONÍFERAS(CONÍFERAS!) - enciclopédia enciclopedia etimo

O amor é trágico
porque quanto mais se ama
maiores as probabilidades de se perder
o ente amado,
os seres amados.
Maior a probabilidade e mais iminente
a sensação de perda :
eminência na iminência
ameaça  a paixão do amor
criada pelos poetas-cavaleiros provençais,
dito gaio,  gai saber,
gaia sabedoria,
álacre saber,
na visão do filósofo e filólogo Niezstche
que postulou este olhar
e o apresentou ao mundo
antes sem este olhar titânico,
incompleto em saber
pela falta que faz
um olhar inovador,
um olho-ciclope.
Quão gaia pode ser a sapiência!

A paixão, "pathos" trágico
na filosofia do poeta-filósofo trágico
aos trapos não-trapistas dos monges trapistas,
contida na vida
- um círculo tão pequeno, a vida,
restrito ao âmbito da mariposa,
cupim fugidio
do dia (em corredeira de diodo!)
e da noite esguia
fria no mote da morte
quando poderia dopar o tempo
em cristal de eternidade
ou com eterno retorno
- eterno feminino
curva de anel dos Nibelungos
( Nós, corpos etéreos, em mito
 e em nozes (corpos de baile)
em sagas nórdicas:
sou insulado em ser
na carapaça da casca de noz,
na castanha, amêndoa, fruto).

'Stamos em plena guerra,
renhidas batalhas, fragatas...
com três tragédias
e uma peça satírica ( comédia?!)
à moda do teatro grego
que canta, chora e ri do bode
no drama cantado pelo poeta trágico
(caprídeo deu Pã,  Sátiro, Fauno,
seres naturais no coro da tragédia
e no riso da sátira,
canto evocativo da libido) :
Vírus me vira,
virão com o vibrião colérico
do microcosmos em microscopia no olhar aparelhado
que tudo vê corpuscularmente...
Cometa, um crime
premedita contra a vida
de qualquer encouraçado,
escaravelho, macróbio,
no cosmos, no macrocosmos...
( cometa, se leste, crina celeste
de este a oeste
este olho veste
na peste
negra de noite)
Ademais há hopis em hostes
que me são hostis...;
enfim,
o mote da morte
lança esguicho negro
na alma da vida :
a vida é maior que a morte,
vez que a morte
é apenas a pena
de uma mancha de anum,
no anuro da vida,
posto que nada
nem todas as penas
podem apagar a luz
que é o  amor na alma
- sol que se ilumina no ato de amar
até abrir as águas do mar vermelho
- no coração cálido! :
cálice! que recebe
o sangue de Cristo
para a vida eterna
- que é o amor eterno
ainda em cada veto do neto!,
bisneto, tataraneto, abeto ("Abies alba")...

Mas tudo começa com ela
a rainha que abre a janela
com o seu voo de mariposa
no piloto da chuva
- e faz santo o Papa João XXIII
e canoniza o Papa João Paulo II...
- "Abies alba..."
- da terra até aos céus alçados
em coníferas(coníferas!)...


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